segunda-feira, 24 de outubro de 2011

América Latina não é mais guiada exclusivamente pelos EUA, diz ministro peruano

O ministro peruano das Relações Exteriores, Rafael Roncagliolo


O ministro das Relações Exteriores do Peru explica que as relações com China, Europa e o resto da América do Sul são tão ou mais importante para seu país que as dos EUA

O Peru resume a nova etapa vivida pela América Latina. Afastou-se de um passado de ditaduras militares, uma luta sangrenta contra o Sendero Luminoso e o governo autoritário de Alberto Fujimori e, mesmo com a crise econômica, o Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento de 5,5% para este ano. O maior da região, junto com o Brasil. A porcentagem de sua população que vivia abaixo da linha de pobreza caiu de 44% em 2006 para 21,3% em 2010.

Apesar disso, os mercados tremeram quando Ollanta Humala ganhou as eleições presidenciais em junho passado. Militar, responsável por um levante contra Fujimori em 2000 e com um passado na esquerda mais radical, a chegada de Humala à presidência peruana foi recebida com receio: as bolsas sofreram um golpe histórico no dia seguinte de sua eleição. Humala, entretanto, salientou seu interesse por manter uma política econômica ortodoxa e, dois meses depois de ter assumido o poder, os temores parecem ter sido "infundados". É a opinião de Rafael Roncagliolo (nascido em Lima em 1944), ministro das Relações Exteriores do novo governo. A Espanha é o primeiro país europeu que ele visita, como parte de um giro em que também viajará para França, Bélgica e Alemanha. O chanceler se reuniu com sua homóloga espanhola, Trinidad Jiménez, com o líder da oposição e candidato às eleições gerais em 20 de novembro, Mariano Rajoy.



Trechos da entrevista:


O que o Peru espera da Espanha?

Rafael Roncagliolo: É o principal país investidor no Peru. Nos apoiou muito em nossas relações com a União Europeia. Além disso, os peruanos neste país [quase 124 mil, a segunda comunidade mais numerosa no estrangeiro depois dos EUA] recebem um tratamento melhor que em outros países.



A América Latina venceu seus fantasmas? O tempo das ditaduras e das convulsões sociais ficou para trás ?

Roncagliolo: Não estamos vacinados, mas a probabilidade de voltar atrás é cada dia menor. O desafio está em conseguir que a democracia produza uma distribuição mais equitativa da riqueza. Há 30 anos apenas quatro países da região não eram governados por ditaduras militares. Essa história ficou para trás.



El País: O senhor não menciona os EUA nos primeiros lugares.

Roncagliolo: Já não é o primordial. Antes era 90%, como em todos os países da América Latina, e isso mudou muito em muito pouco tempo. Agora é uma região de progresso. Agora se negocia em todos níveis e as relações exteriores são um fórum multilateral.



Fonte: Site Uol (El País) as 2;28

sábado, 15 de outubro de 2011

LIXO HOSPITALAR AMERICANO É ENVIADO AO BRASIL

Veja a Matéria publicada na Folha de São Paulo. Venho dizendo isso a anos e no entanto, todos riem e dizem que sou louco. Pois bem... De louco não tenho nada. Simplesmente sofro com a impotência de ser apenas um contra 190 milhões de alienados que não se preocupam com isso.

E esse foi apenas um pequeno carregamento... Vem muita coisa pior dos EUA. De medicamentos vencidos a lixo orgânico.
...

Lençóis com nomes de hospitais dos EUA --iguais aos apreendidos pela Receita Federal no porto de Suape e classificados como lixo hospitalar-- são vendidos por quilo em uma das principais vias de Santa Cruz do Capibaribe, cidade de 87,5 mil habitantes de Pernambuco, relata o repórter Fábio Guibu em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Receita aciona Procuradoria contra lixo hospitalar em PE
Fiscalização encontra mais um contêiner de lixo hospitalar em PE
Contêiner com lixo hospitalar é apreendido em porto de PE
Folha comprou nove peças (4 kg) na loja Império do Forro de Bolso. Parte delas tinha manchas e referências e unidades de saúde dos EUA, como Baltimore Washington Center ou Medline Industries Inc.
Amontoados no chão, os lençóis e fronhas eram vendidos a R$ 10 o quilo.
Funcionários alegaram problemas no sistema para não fornecer nota fiscal ou recibo e, depois da ligação por celular, fecharam a loja.
Tecidos de hospital só podem ser reaproveitados após rigorosa desinfecção.
A Receita não confirmou o nome do importador de lixo hospitalar.
Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/991146-lixo-hospitalar-dos-eua-e-vendido-no-nordeste.shtml

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ALGUNS TÍTULOS PUBLICADOS NO BRASIL DA ÁREA DA CRÍTICA SOCIAL E POLÍTICA



Novas e Velhas Ordens Mundiais, Scitta, São Paulo, 1996
Segredos, Mentiras e Democracia, Editora Universidade de Brasília, Brasília, 1997
O Que o Tio Sam Realmente Quer, Editora Universidade de Brasília, Brasília, 1999
A Minoria Próspera e a Multidão Inquieta, Editora da Universidade de Brasília, Brasília, 1997
O Lucro ou as Pessoas? Neoliberalismo e Ordem Global, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2002
Banhos de Sangue, Noam Chomsky e Edward Herman, Difel, São Paulo, 1976
A Sociedade Global - Educação, Mercado e Democracia, Noam Chomsky e Heinz Dieterich, Editora da FURB, Blumenau, 1999
Propaganda e Consciência Popular, Noam Chomsky e David Barsamian, EDUSC, São Paulo, 2003

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Frases do Chomsky

"A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro".

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MEMORANDO 68 - América Latina

MEMORANDO 68

  Memorando do Conselho de Segurança Nacional de 1950


O CSN foi o responsável por mover o mundo para trás enquanto os Estados Unidos caminhava a passos largos para um futuro próspero. Esta atitude foi destruindo pouco a pouco União Soviética que pouco depois aceitou negociar um pacto só que aos moldes do interesse estado unidenses.
As políticas recomendadas pelo CSN 68 exigiriam o sacrifícios e muita disciplina dos Estados Unidos e essa determinação seria recompensada no futuro. De forma mais simples, esse sacrifício enorme contemplara o aumento de gastos militares e cortes nos serviços sociais.
O que poucos sabiam é que mesmo antes da CSN 68 essas políticas já estavam sendo implementadas. E o serviço de espionagem dos Estados Unidos já estava a tona, uma vez que já haviam se espalhado pela Europa Oriental e já estava em franco andamento ruma a América Latina.  


Estratégia?



Sim... Os estado unidenses após a segunda guerra mundial tinham 50% da riqueza mundial como já disse anteriormente. E os estrategistas norte-americanos concordaram que o domínio dos Estados Unidos tinha de ser mantido. E a pergunta que suscitou naquele momento foi: Como fazer isso?
Surgiria então o memorando 68 do conselho de Segurança!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

10 estratégias de manipulação através da mídia:



1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

O que o Tio Sam realmente quer

OS OBJETIVOS PRINCIPAIS DA POLÍTICA EXTERNA DOS ESTADOS UNIDOS


Pode-se dizer que a segunda gerra mundial foi o divisor de águas necessário para que os Estado unidenses começassem a desenvolver um plano de dominação mundial.
Basta ler o livro de Edwin Black IBM e o Holocausto e só por este exemplo se compreenderá bastante do que vamos contar neste apanhado. A IBM é o que é graças ao dinheiro do Nazismo, pois a IBM desenvolveu por milhares de dólares as tais placas perfuradas que auxiliaram os nazistas na contagem dos Judeus.
Ocorre que enquanto a guerra promovia o enfraquecimento ou até mesmo a destruição de países rivais, os Estados Unidos nunca tivera tido nenhum tipo de ataque e neste momento a produção dos Estado Unidenses mais que triplicou.
Antes da guerra os Estados Unidos já era o principal país industrial do mundo. Após a segunda guerra, passou a ter 50% de toda a riqueza mundial.

domingo, 10 de julho de 2011

Frases

Nos EUA, um em cada seis dólares é gasto em marketing. (...)As pessoas são bombardeadas com propaganda e publicidade todos os dias na televisão, desde a infância. O ideal da vida social é você e seu aparelho de TV
Noam Chomsky